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O autor aborda o selfie como elemento principal das novas relações entre tecnologia e corpo

Psicanalista Marcelo Veras lança livro ‘Selfie, Logo Existo’
Divulgação
Psicanalista Marcelo Veras lança livro ‘Selfie, Logo Existo’

O selfie não é um retrato ou autorretrato convencional. Impulsionado pela indústria de smartphones, ele permite ter o objeto ‘olhar’ no bolso e retirá-lo muitas vezes, como uma adição para reiterar sua presença na cena. Partindo dessa ideia, o psicanalista Marcelo Veras fez uma análise do comportamento humano fundado nas redes sociais, principalmente no Facebook, trabalho que resultou no livro “Selfie, Logo Existo - Posts psicanalíticos baseados em fatos reais” , da Editora Corrupio . O título será lançado no dia 22 de junho (sexta-feira) , às 19h, na livraria Blooks, localizada no Shopping Frei Caneca , e vai contar com sessão de autógrafos e bate-papo com o autor e a psicanalista e ensaísta Bianca Dias , autora do livro "Névoa e assobio".

Em formato de pequenos textos e leitura fácil, Marcelo Veras lança um olhar mais demorado para as relações humanas na contemporaneidade, com a influência das redes sociais e as características das novas gerações que nasceram imersas no mundo das ferramentas digitais. Assim, ele apresenta as principais transformações sociais dos últimos anos e aponta o selfie como elemento de destaque dessa nova relação entre tecnologia e corpo.  “No mundo atual, sempre que precisar de alguém para olhar para você, você o encontrará no final de seus braços”.

Em busca de uma linguagem mais dinâmica, a estética da obra remete ao contemporâneo, ao urbano, ao dia a dia nas grandes cidades. Recheado de fotografias em preto e branco, capturadas pelo próprio autor, desses personagens que fazem parte do cenário cosmopolita, o livro é uma provocação, tanto no seu conteúdo escrito quanto no visual, como objeto de comunicação.

Sobre o autor

Carioca radicado na Bahia, Marcelo Veras é psicanalista, psiquiatra e fotógrafo. É membro da Associação Mundial de Psicanálise e da Escola Brasileira de Psicanálise, da qual foi diretor no biênio 2013/15. Foi diretor do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador, e criador do Projeto Social Criamundo. Atualmente, coordena o PsiU, programa de saúde mental e bem estar da Universidade Federal da Bahia. O psicanalista também é autor do livro “A Loucura Entre Nós” , que inspirou o filme homônimo, levado às telas pela cineasta Fernanda Vareille.

Sobre a Editora Corrupio

Criada em 1979, em Salvador, com a proposta de publicar livros sobre culturas negras, diáspora africana e fotografia, algo incomum no mercado editorial brasileiro, hoje em expansão, a Corrupio é a mais antiga casa editorial da Bahia. O ponto de partida da editora foi Retratos da Bahia, um clássico do fotógrafo francês Pierre Verger, interessada em divulgar a vasta obra do etnólogo, dedicada às relações entre a África e a Bahia.