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A Melhor Banda do Mundo chegou ao universo Profashional e ficou. Conheça e entenda porque a nossa festa teve a pista cheia até o final

O universo Fashion tem algumas máximas e uma delas é a de que este segmento é cíclico e se reinventa a cada estação, construindo e descontruindo referências e tendências. Assim como a moda, funciona também a música e, durante a festa de lançamento da Profashional em Movimento, nosso projeto que tem como linha condutora a diversidade e a inclusão, no auge da animação, comecei a pensar neste link entre o samba e a moda, que tem o retrô como uma das fontes que mais bebem para compor e criar.

A pista era composta por gente bacana, descolada, como jornalistas, estilistas, designers, stylists, atletas, RP´s, entre outros (também descoladéééérrimos) e me atrevo a dizer que nunca senti uma energia tão única dentre pessoas de tribos tão distintas. Ali, não tinha cacique, mas os índios pulavam a cada nota.

No palco, uma banda que tenho a sorte de conhecer há algum tempo: A melhor Banda do Mundo, ou, como são conhecidos, MBM (@bandambm) . O nome é este mesmo, e pretensão ou falta de modéstia passam longe deles. Leo Santoyo, vocalista, explica que tiveram a ideia a partir do repertório escolhido por eles: “Resolvemos montar um setlist especial, com o melhor do samba retrô, escolhendo a dedo todas as músicas que fizeram sucesso. Criamos novos arranjos e demos a nossa cara. Além disso, cada integrante veio de uma banda de samba que fez sucesso nos anos 2000. Então, se tocamos as melhores músicas e temos integrantes das melhores bandas, somos a melhor banda do mundo, ué (risos)!”, diverte-se.

Quando o novo e o retrô caminham juntos

Peço licença para continuar minha alusão entre samba e moda; para uma coleção existir, nunca se pode ignorar o que já passou, seja para beber dessa fonte e formar o novo, ou simplesmente para saber o que não funcionou. Como não comparar? Nas batucadas dos nossos tantãs, vale tocar o que sempre funcionou e virou clássico e também inserir no repertório novidades que podem ser momentâneas, mas que atualmente fazem a cabeça do público.

Com a MBM é assim, Leo Santoyo, Fábio Murta, Dú Padredi e Clebbinho Pinheiro estão neste universo há mais de quinze anos e levam para o show, além da experiência, um astral único, mesclando a nata do samba, com músicas atuais, além de pitadas de reggae, forró e pop rock, sempre com aquela batida gostosa do pandeiro, cavaco e percussão.

No CD da banda ( https://soundcloud.com/bandambm ), um mix delicioso de hits que marcaram as décadas de 80, 90 e 2000 com participações especiais como Chrigor (Exaltasamba), Salgadinho (Katinguelê) e Netinho de Paula (Negritude Jr.).

E, assim, entendi porque todos que estavam na festa dançaram na pista como se não houvesse amanhã. Ah, e que fique registrado, que antes e depois da banda o dono do setlist foi o maravilhoso Nicolas Abe ( @abenicolas ), mas esse é outro capítulo que merece mais um textão meu!

Afinal, como diz o Fundo de Quintal, o show tem que continuar!

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