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Você provavelmente ama cinema. E provavelmente também ama moda.Afinal, ambos são verdadeiras formas de arte e vêm se encontrando e influenciando há anos.

De Alexandra Farah.
Divulgação
De Alexandra Farah.

Foi pensando na beleza desses dois universos e pela magia, que juntos eles criam, que “101 Filmes para quem ama moda” de Alexandra Farah será a #LeiturasObrigatórias de hoje.

 A ideia de escrever o livro, segundo Alexandra, veio depois das quatro mostras FilmeFashion que ela organizou entre 2003 e 2009. As mostras, grande paixão da autora, acabaram por inspirar o livro e por definir também os capítulos da obra: Grandes Estilistas, Documentários, Filmes Brasileiros e Musicais.

 Após estudos realizados durante 20 anos por Alexandra, finalmente têm-se em mãos um dos, senão o único, verdadeiro guia de cinema com filmes que permeiam o mundo da moda. Nele é destacado os figurinos assinados por grandes nomes em produções internacionais e nacionais, das mais antigas até as mais recentes. Aqui foi feito um estudo aprofundado, que revela nomes, tanto de filmes como de figurinistas, dos mais conhecidos até aqueles que a grande maioria desconhece.

  Em “Grandes Estilistas”, temos filmes nos quais os figurinos foram feitos por Coco Chanel, Tom Ford, Hubert de Givenchy e Ralph Lauren. “Bonequinha de Luxo”, “Sabrina”, “Cinderela em Paris” são clássicos tanto da moda, quanto do cinema, que tiveram Givenchy como estilista. Ralph Lauren foi o responsável pela versão de 1974 de “O Grande Gatsby”. Nesse capítulo também são apresentados figurinos feitos por estilistas brasileiros, como “Tieta do agreste” e “Rio babilônia”.

 Em “Documentários”, são apresentados nomes como “Grey Gardens”, “Dior e eu” e “The True Cost” disponível na Netflix e que questiona os custos reais da indústria da moda atual.

 “Cinema Brasileiro” mostra títulos, que a maioria de nós, brasileiros, jamais sequer ouviu. Aqui, o Brasil é o foco, junto com a evolução do nosso figurino e da moda no cinema. Esse capítulo atua como um “resgate da nossa identidade”.

  E por último, mas não menos importante, a minha parte preferida: “Musicais”! De “Os embalos de sábado à noite”, “Moulin Rouge: amor em vermelho” e “Amor sublime amor” até “Um pijama para dois”, “O picolino” e “Greendale”, esse capítulo é reservado para aqueles filmes que unem a moda, o cinema e a música!

 Glória Kalil dá o tom do livro ao analisar: “O figurinista não se propõe a lançar moda. Usa a moda para marcar a personalidade da personagem que ele está vestindo. Só que, às vezes, essa roupa, ou todo um guarda-roupa, é tão envolvente que faz com que o público se apaixone pela imagem e se identifique com o ator ou com a atriz, querendo, então vestir o que eles vestem e viver a história que eles estão vivendo”.

 O livro é para os verdadeiros apaixonados pela moda e pelo cinema, para aqueles que se envolvem pelo universo desses filmes e se encantam com seus figurinos. Porque como Alexandra diz: “Quando o cinema encontra a moda, quando Hollywood encontra Paris, o glamour é em dobro e o sonho, infinito”.

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