Tamanho do texto

ELES FAZEM A DIFERENÇA NO PROJETO “A MODA ESTÁ EM BAIXA” E DEMOCRATIZAM O MERCADO FASHION DE FORMA ÚNICA

Pequenos Detalhes
Fotos: Carlos Irineu
Pequenos Detalhes

Valorizar a beleza dos corpos e suas diferentes formas e cores são o que motiva o projeto “A moda está em baixa – pela democracia dos corpos”, que surgiu como um manifesto em 2008 e trabalha com modelos com nanismo. Tudo começou com uma performance na Avenida Paulista, em São Paulo, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Encabeçado por Carina Casuscelli, o movimento teve destaque na mídia e mostrou que podia ser mais que uma proposta de um dia, era importante continuar a dar visibilidade para mulheres e homens com nanismo no mercado da moda.

“Comecei a desenvolver performances e a aplicar a moulage para mulheres com nanismo ainda quando era estudante de moda, em 2001. O tema do meu TCC foi democracia dos corpos, e minhas modelos contemplavam a diversidade da beleza da mulher gordinha, anoréxica, com gigantismo e nanismo, foi um sucesso!”, comenta Carina.

A moda inclusiva vem ganhando cada vez mais espaço, mas nem sempre foi assim, por isso, o projeto enfrentou diferentes obstáculos e entre críticas e pedras no caminho, se tornou referência para pessoas que, assim como qualquer outra, também querem estar inseridas no mercado fashion.

“As pessoas com nanismo são as mais segregadas na moda, na arte e estão quase sempre em projetos de humor duvidoso ou projetos que diminuem sua autoestima, principalmente das mulheres. Desde o início de 2000, vi que, no mercado brasileiro, não havia nenhuma publicação, nenhum projeto artístico ou de moda que mostrasse toda a beleza e o potencial das meninas, por isso, fico feliz de ter contribuído com diversos projetos de estudantes de todo o Brasil e pela inclusão de mulheres maravilhosas na moda e na arte”, fala Carina.

Para fazer dar certo, a cada “Pocket Fashion Show”, editorial de moda ou ação performática, são convidados fotógrafos, designers de estampas, videomakers e modelos com nanismo que querem ter a oportunidade de desfilar, além de casting e colaboradores que estão no projeto desde que surgiu.

Pessoas que, assim como nós, acreditam que a moda pode ser algo muito maior e acessível.

Por Ana Carolina Contri

 “AS PESSOAS COM NANISMO SÃO AS MAIS SEGREGADAS NA MODA, NA ARTE E ESTÃO QUASE SEMPRE EM PROJETOS DE HUMOR DUVIDOSO OU PROJETOS QUE DIMINUEM SUA AUTOESTIMA, PRINCIPALMENTE DAS MULHERES.” CARINA CASUSCELLI

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.