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Sucesso no universo real e virtual, Fluvia Larcerda é a única brasileira que trabalha como modelo internacional no Segmento plus size. Se algo é extra, por aqui, só se for beleza e talento!

Fluvia larcerda
Divulgação
Fluvia larcerda

Com mais de 84 mil seguidores no #instagram (@fluvialacerda), Fluvia conquistou o mundo por mostrar que a beleza está em todas as mulheres. Nascida no Rio de Janeiro, mudouse ainda pequena para Boa Vista (Roraima) e, em 1996, aterrissou em Nova York para estudar inglês. Como muitos que fazem esse intercâmbio, trabalhou de babá e faxineira para conseguir dinheiro e poder se manter. O que parecia mais uma história de brasileira tentando aprender uma nova língua, se transformou em algo único: durante um trajeto de ônibus, em 2003, Fluvia foi descoberta por uma editora de revista de moda. A partir daí, a babá transformou-se em uma das modelos “plus size” mais bem-sucedidas do mundo.  

O sucesso é tanto que ela já foi capa de revistas como “Beautiful”, “Molda Moldes”, “PlusModelMagazine”, e já participou de editoriais de moda para “Vogue Italia”, “Glamour,” revista “Manequim”, “Joyce Pascovitch”, “Latina Magazine”, “Redbook”, entre outras. Em 2011, venceu o prêmio de modelo plus size do ano, durante a Full Figured Fashion Week. Com um nome influente e uma carreira de sucesso, a top tem se envolvido cada vez mais com a indústria plus size, buscando sempre auxiliar com novas alternativas as consumidoras que a têm como inspiração. Conectada com o mundo da moda, usa seu blog e suas redes sociais para compartilhar ideias do universo fashion, suas frustrações e vitórias, assim como as melhores descobertas sobre tendências, novidades e ideias que conseguir encontrar, seja em que parte do mundo estiver. Mesmo com tantos compromissos, Fluvia Lacerda arranjou um tempo, durante uma visita ao Brasil, para responder nossas perguntas e estampar nossas páginas desta Profashional. Confira:

Profashional: Antes de você ser descoberta no ônibus em NY, já era ligada em moda?

Fluvia Lacerda: Sempre curti muito moda, mas não era ligada no mundo da moda. Meu lance era criar e fazer roupa pra mim, coisas que eu curtia.

P.: Seu jeito de se vestir já era o mesmo ou o fato de começar a trabalhar como modelo te ajudou a ter mais “liberdade” nas escolhas?

F.L.: Estar dentro da indústria sem dúvida alguma ajuda muito, abre portas e disponibiliza um leque de opções infinito. Meu estilo sempre mudou, a moda faz parte da nossa evolução como pessoa. Vamos modificando nosso estilo conforme a vida vai progredindo.

P.: Esta nova era das redes sociais faz com que fotos e assuntos atinjam o maior número de pessoas e os comentários são positivos, mas também negativos. Como é a repercussão do seu trabalho?

F.L.: Infinitamente mais positiva do que negativa. As mulheres estão de saco cheio desse aprisionamento mental em que foram submetidas por tantas gerações, e o sucesso de carreiras como a minha são a grande prova disso.

P.: Infelizmente, os haters são o lado negativo dessa era tecnológica. Sofre com eles?

F.L.: Não tenho muito tempo livre pra ler comentários. Se postam algo negativo nas minhas mídias sociais, eu ‘deleto’ e bloqueio. Mas em outras páginas, quase não entro pra ler comentários.

P.: O fato de você ser plus size deve ajudar muito algumas mulheres a enxergar a própria beleza, seja ela de que tamanho for. É bom ser inspiração?

F.L.: É sem dúvida a parte do meu trabalho que mais amo! É meu combustível diário que me recarrega a bateria pra continuar sempre buscando quebrar paradigmas, enfrentar novas barreiras e conquistar novas vitórias.

P.: Se fosse para você fazer uma consultoria de moda e escolher a peça mais eclética para todos os shapes, qual seria?

F.L.: Minha paixão por peças estruturadas é fato declarado há muito tempo! Blazer é a minha peça de escolha, de todos os comprimentos, estilos e cores.

P.: E para as mulheres Large, quais as 3 peças coringas que precisam estar no guarda-roupa? F.L.: Não consigo ver moda de forma rotulada. Gorda, magra ou não, acho que peças coringas são peças coringas e pronto! Até porque essa ideia de “como vestir mulher plus size” é apenas resultado de anos de muita gente ensinando a mulher plus size como se esconder, disfarçar, alongar, blá-blá-blá... Minhas peças coringas são: blazer, jeans, calça, saia, blusa (tudo e qualquer coisa jeans), além é claro de camisetas. Com essas peças, eu transformo looks e consigo adequá-los pra qualquer ocasião.

P.: Quando começou a desfilar e modelar, onde foi buscar as referências?

F.L.: Sempre gostei de clássicos: Jackie Onassis, Sophia Loren, Lauren Baccal. Mas também sempre tive fortes inclinações a personalidades fortes do quesito moda que me influenciaram muito, como Iris Apfel e Frida Kahlo.

P.: Você tem milhares de seguidores e faz questão de mostrar seu dia a dia, seja nos momentos de trabalho ou relax. Existe uma estratégia digital ou posta o que acha bacana, sem pensar muito?

F.L.: Eu posto o que me dá na telha. Não tenho uma matemática por trás. Faço questão sim de incorporar coisas positivas sempre naquilo que compartilho. Acho que o mundo está transbordando de maldade e negatividade, e precisamos muito mais do contrário.

P.: Para nós, ser Profashional é ser do bem, ter estilo, ser diferente, etc. E para você, o que é ser Profashional?

F.L.: Para mim, ser Profashional é ter coragem de ser autêntico sem receios daquilo que vão pensar ou falar. Ser você mesmo é uma grande conquista numa geração onde a maioria segue outros, motivados e controlados por tantas inseguranças e poucos têm coragem de liderar, tomando controle do seu mundo e da sua felicidade!

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